“Porque os homens traem?”

=2/02/2008=

Antes de começarmos, queria deixar claro que esse texto é AMORAL, (favor não confundir com imoral. Amoral é indiferente ao bem e ao mal, está fora do maniqueísmo clássico.) não tem a menor intenção de discutir o certo e o errado.

Carol, a Alien Girl, é uma amiga que tenho aprendido a gostar muito, temos conversado bastante, jogamos muito papo fora, falamos sobre praticamente tudo, e de vez em quando surgem assuntos mais complexos e inspiradores. Num desses dias brotou a revolta “afinal de contas, porque os homens traem?”, e daí se desenrolou um papo que considerei interessante o suficiente para colocar aqui.

InfidelidadeO ser humano foi “desenhado” com algumas características sem as quais não sobreviveria, por exemplo, se não tivesse fome, provavelmente não cuidaria bem da alimentação e facilmente enfraqueceria, adoeceria e morreria de inanição. Processos como DOR e o MEDO têm o mesmo propósito, manter-nos vivos e seguros.

Assim como uma pessoa tem seus mecanismos para garantir a sobrevivência, o coletivo também tem, por exemplo, somos sociais, vivemos naturalmente em grupos, seja família, amigos, etc. há a tendência natural de cuidar de filhos. Muitas coisas nos impulsionam para garantirmos a sobrevivência pessoal e do grupo, e a grande maioria desses impulsos é completamente inconsciente.

Você já deve ter visto em algum filme alguém gritar “mulheres e crianças primeiro!” quando acontece algum desastre. Há diversos motivos para adotarem esse protocolo e um deles é o fato que para a perpetuação da espécie é necessário um numero maior de mulheres que de homens.

Considere as seguintes situações. Dois naufrágios, em um deles somente 11 pessoas sobreviveram e conseguiram chegar a uma ilha deserta, sendo 10 homens e somente uma mulher; no outro também 11 sobreviventes, porém com os gêneros invertidos, 10 mulheres e um homem. Qual desses grupos você acha que terá maior possibilidades de crescer e sobreviver? Sim o que tem 10 mulheres e somente um homem, por quê? No processo de povoamento da ilha deserta, uma mulher contribui com um filho por vez, e o homem pode fecundar as 10 mulheres sem dificuldade. Então, 10 mulheres conseguem gerar 10 filhos por vez o que é infinitamente mais relevante para a sobrevivência do grupo que a força e a habilidade dos 10 homens da outra ilha.

Agora vejamos, para que isso aconteça sem muitos traumas, o homem tem que possuir um desejo natural de fecundar o maior número de mulheres possível. Por outro lado a mulher deve suportar a idéia de dividir seu fecundador com outras. Consigo ver nesse momento a revolta das mulheres, pulando, xingando minha mãe, querendo minha morte numa fogueira. Por favor, resistam à tentação de dizer, “mas eu não sou assim”, estamos falando da humanidade, estamos falando de dezenas de milhares de anos de evolução.

Os homens que traem, o fazem com mulheres (bom, geralmente, né?). A gigantesca maioria das moças que saem com rapazes casados estão conscientes da situação marital do parceiro.

Conclusão:

O mesmo mecanismo de sobrevivência que acabei de descrever, que faz com que alguns homens achem estranho, porém aceitável ter mais de uma parceira é o mesmo que faz com que algumas mulher achem estranho, porém aceitável ter um caso com um homem casado.

Perversões sexuais, ou não

=26/11/2007=

Amigos, este é um post que pode ser considerado inadequado para alguns, seja devido à idade ou por serem moralmente conservadoras. Minha intenção não é fazer apologia às perversões, muito pelo contrário. Então, por favor, se esse tipo de conteúdo não lhe é apropriado, leia outros excelentes posts que este blog tem.

De vez em quando “esbarro” com práticas sexuais pouco ortodoxas, algumas delas são, no mínimio, curiosas e a maioria bem estranha. Gostaria de falar sobre duas que conheci esses dias. Uma estritamente sexual e outra que, segundo alguns praticantes, não têm este cunho direto.

A primeira delas é o BAREBACK, que em inglês significa “em pelo”, “sem sela”, originalmente se refere a pratica de andar de cavalo sem os equipamentos de montaria, algumas pessoas consideram que assim tem o maior contato com a natureza.

Leia o post na íntegra »

Manias, eu?

=31/10/2007=

MONKA Carol me convidou a responder ao MEME sobre 5 manias, ela foi convidada pela Lele que foi convidada pela . Ok a primeira mania que vou falar não é minha, mas sim das mulheres. Pergunte para uma garota qual o nome das 4 melhores amigas e ela responderá algo como “Prí, Jú, Nanda e a Lá”. Hei! Qual é o problema com os nomes das amigas, ninguém gosta o próprio nome, ou é segredo?

OK, agora as minhas:

1- Verificar umas 215 vezes por dia o meu email, scraps, MSN, Skype, recados do Second Life E a minha caixa de voz do celular. A dica que isso é uma mania é que, abrir o Skype e olhar quem está online não fará uma mensagem nova chegar, o mesmo com o MSN, se houver uma mensagem nova ela vai SALTAR na minha tela, e acho que depois de 20 anos nessa profissão, já devo ter entendido que abrir conpulsivamente esses programas não vai estimular as outras pessoas a me mandar uma mensagem. Acho que sou carente.

2- Olhar a geladeira (mania de gordo). Eu sei, não faz sentido, nada aparecerá magicamente no intervalo de 30 minutos que leva entre uma “abrida” e outra, mas é um ritual contemplativo, é uma espécie de renovo espiritual, quase um autoconhecimento.

Você abre a geladeira e, enquanto pega a garrafa d’água (claro, tem que ter um pretexto, né), confere mentalmente: água, arroz de ontem, ovos, tomates, salsichas, brócolis (não, isso raramente tem na minha geladeira, mas tentei parecer light) e um negócio que não sei o que é e não tenho coragem de provar pra descobrir, vai acabar estragando. 30 minutos depois tudo se repete.

3- Andando na rua, verificar se não esqueci carteira, chave e celular. É até engraçado, de tempos em tempos faço Ritual de Verificação. Explico: andando, bato nos bolsos no ritmo dos meus passos na seqüência: tapa no bolso dianteiro direito, tapa no bolso dianteiro esquerdo, tapa no bolso traseiro direito.

Ah, isso revelaria outra mania, a de não colocar nada no bolso traseiro esquerdo, mas como não temos provas cientificas desta mania, não listarei. :-P

4- Rádio no carro. Basta eu entrar no caro e ter que ligar o rádio, mesmo que seja baixinho. Um amigo me perguntou se o meu carro funciona com o rádio desligado. Fiquei na dúvida, mas preferi não arriscar.

5- Manias gerais e passageiras. Como a maioria das pessoas (opa, isso não é uma mania, deixa eu escrever melhor) . Da mesma forma que outras pessoas, já tive várias coleções. Canetas, chaveiros, bonés, chapinhas, palito de picolé e outras mais sórdidas que prefiro não revelar.

Uma coleção que eu sempre tive vontade de fazer e nunca dei inicio foi o de papel higiênico. Sério, se tem uma coisa que costuma ser bem humorada, ou pelo menos insólita, é papel higiênico. Procure reparar nos supermercados, sempre tem uma marca que é um coelhinho ou um cachorrinho. O famoso Neve tem uma linha interessantíssima, com propriedades cicatrizantes (calêndula) ou aromas exóticos para o maior frescor e carinho com o seu… ok, não falarei.

A idéia era comprar as marcas curiosas de todos os lugares que fosse, por exemplo, esse é o Limpènê Du Fiôfò comprado na França e este é Las Barbas Del Fidel que comprei em Cuba, no qual teria a inscrição “Mantenha Cuba limpa”.

Uma viagem improdutiva pra essa coleção seria pra Índia, ou será que eu teria que trazer a mão esquerda de um indiano? É, Dr. Suresh não usa papel higiênico!

Bom, como isso é um MEME, faço o convite ao Anderson Guerra, à Júlia Verlich e um desafio especial para a Gabriela “Bia” Pereira, porque o (excelente) blog dela é sobre economia. Hihihihi, será que eu tb tenho mania de complicar a vida de meus amigos?

Com vocês meus amigos Andy, Jú e Bia. Oops pegou mal!

O lado engraçaralho da Prefeitura de São “Gonçalho”

=26/10/2007=

Depois de um longo inverno, estou de volta. Obrigado aos milhares de emails exigindo posts novos. :-)

Dentre as várias habilidades sórdidas que tenho, contar piadinhas sem graça e inventar trocadilhos infames são duas bem conhecidas. Na faculdade ganhei um “torneio de piadas engraçadinhas”. Qualquer dia conto os detalhes do episódio.

Mas, a concorrência está desleal. A prefeita de São Gonçalo, que usou tijolinhos como elemento visual em sua campanha, resolveu colocar o lado cômico de fora de vez.

Uma das praças mais conhecidas de São Gonçalo se chama Praça do Zé Garoto. Olha que trocadilho infame que a prefeitura resolveu fazer para promover as obras no entorno da praça.

Assim não dá, assim não pode…
Zé Garoto

Aplausos para gente grande

=2/09/2007=

Mamíferos

Acabei de assistir na TV aberta a nova propaganda da Parmalat. Comercial PERFEITO, lindo, muito inteligente. Depois de passar por maus bocados, a empresa conseguiu se reerguer, superando as crises e sem dúvidas coroa a volta dos bons tempos com essa campanha brilhante.

Estou impressionado com a criatividade e bom gosto dos produtores da Agência África, que tinham o desafio de promover produtos Premium da cliente. Lançando mão de uma campanha de sucesso feita há 11 anos, aquela “Porque somos mamíferos”, eles contrataram os mesmos atores que fizeram os bichinhos na campanha original e abusaram da idéia de que eles cresceram tomando leite Parmalat e agora têm necessidades maiores. Usaram elementos complicadíssimos de se lidar como o inconsciente coletivo e não deixaram de citar o termo “longa vida”, que a meu ver foi estratégico por ter vários significados na propaganda.

O comercial estreou nessa quinta-feira, 30 de agosto e tem tudo pra ser altamente premiado. Confiram também o hotsite da campanha.

Parabéns! Eu me rôo de inveja quando vejo uma idéia brilhante assim.

Assistam o comercial!

Ah, não vou comentar o detalhe que a minha mente perversa não deixou escapar, fiquem à vontade de palpitar.

“Sou Jem’Hadar, estou morto!”

=30/08/2007=

Para os que não sabem, sou fã de Star Trek (Jornada nas estrelas) e tenho muitos motivos para isso, é uma série inteligente, muito bem pensada, complexa, que existe (ou seria “resiste“) há mais de 40 anos.

Jem’HadarQueria falar sobre algo que uso em minha vida prática, baseada num ritual feito pelos Jem’Hadars (foto), uma raça criada para a guerra, um dos piores oponentes que alguém pode ter.

Antes de entrar numa batalha, eles se reúnem e o líder fala algo como:
“Sou Jem’Hadar, estou morto! Neste momento estamos todos mortos. Vamos para batalha restaurar nossas VIDAS! (…) Lembrem-se, vitória é vida!”.

A primeira vez que ouvi isso fez tanto sentido que assumi como uma estratégia pessoal.

Antes de encarar as minhas “batalhas”, depois de estar o melhor preparado possível, eu faço o “ritual Jem’hadar”. Por exemplo, vou negociar uma difícil melhoria em um contrato com um cliente conhecido pela intransigência. Eu falo (em minha mente, claro, porque em voz alta é uma tremenda boiolice): “Sou Ayçar, PERDI meu contrato, vou pra essa negociação para restaurá-lo!”.

Sabe, você entra na “batalha” com uma perspectiva diferente, entra com uma garra maior.

Tenho uma grande amiga que é pediatra, excelente profissional e foi morar nos EUA. Lá ela não pode exercer a profissão a não ser que faça uma prova “sinistra” e mais alguns procedimentos que não me lembro. Estava com medo de fracassar. Falei do ritual (Ah, ela gosta de StarTrek também) e ela montou a frase: “Sou Fulana, não sou mais pediatra, vou para essa prova restaurar meu direito de clinicar”.

Resultado? Sei lá, falo pra vocês em umas semanas, mas o que importa é que ela encarnou o espírito da guerreira e partiu para o ataque.

Assim como ela, (sem misticismo) tenho visto pessoas usando este ritual nas mais diversas ocasiões.

Alguém duvida que encaramos batalhas diariamente? Trabalho, estudos, em todo lugar. Se você não assumir o espírito de guerreiro, tem uma forte possibilidade de não ter sucesso.

“Lembrem-se, vitória é vida!”.

 

Mente poluída? Eu?

=22/08/2007=

Tá, pode ser que a minha mente tenha facilidade para ver o lado impuro das coisas, mas sei que não sou o único.

A quantidade de “coisas com duplo sentido” que encontramos na internet é tão grande que vivo me questionando se os responsáveis são realmente inocentes ou se divertem vendo a reação das pessoas.

As imagens abaixo são hiper light, mas me recuso a acreditar na pureza do russo que fez estes brinquedos.
Parque Russo
Parque Russo
Parque Russo

 

Por favor, me digam se preciso de tratamento. :-P

Fonte