Sexo fora do casamento é traição?
18/07/2009AVISO: este é mais um daqueles textos que costumam trazer problemas de interpretação. Eu consigo conviver em paz com opiniões divergentes das minhas, mas é um absurdo a pessoa não entender o que leu e cair malhando.
Nossas culturas (sim, no plural, são várias) muitas vezes nos enganam de tal forma que começamos a achar que o certo é errado e vice-versa, mudamos verdades absolutas em relativas ou o contrário.
A discussão filosófica é longa, com muitos detalhes e níveis, então me aterei em questões mais práticas.
Ouvi certa vez, em um grupo de pessoas distintas, cultas e descoladas, que sexo casual não era traição. Todos ali declaravam a sua paixão pela liberdade, etc. Mas vejamos uma coisa.
O que é traição, afinal de contas? Quando pode estar certo de que acabou de cometer uma aleivosia? (Não precisa procurar no Aurélio, aleivosia é um “ato traidor”)
A resposta é simples e absoluta. Você trai quando quebra um pacto com alguém ou alguma entidade, seja o pacto explicito ou não. (ponto!)
No caso mais prático ainda: você trai o seu parceiro quando mente pra ele, quando o engana! Seja comprando uma roupa que jurou que não compraria, seja indo para um lugar que garantiu que não iria ou mesmo tendo um “caso”.
Ter relações sexuais casuais é traição SE e SOMENTE SE não for de comum acordo. (pronto, estou vendo o furor nos rostos enrubescidos dos moralistas).
Em nome da liberdade e da individualidade as pessoas acreditam que dar uma escapadinha sem seu parceiro saber e sem maiores envolvimentos não é traição. ERRADO! É traição SIM! (agora os moralistas ficaram confusos).
O que estou tentando dizer é que:
Traição não tem nada a ver com fazer sexo fora do seu relacionamento. Traição é você fazer qualquer coisa que vai contra algo que vocês combinaram, mesmo que implicitamente. A saidinha com aquela gatinha se não foi acordada com sua parceira, é traição sim, senhor!
A coisa pode ser mais grave se considerarmos exemplos mais normais e menos contundentes! Se você prometeu que não iria no “futebolzin” com os amigos e inventa um trabalho extra pra ir jogar bola, SIM, isso é traição.
Posso dar um exemplo corriqueiro para as mulheres também. Está combinado entre o casal que o cartão de crédito só seria usado em caso de emergência. Se a mulher der uma “usadinha” pra comprar aquela bolsa “liiiiinda”, SIM, minha cara amiga, você está traindo seu relacionamento.
Acreditem, não sou moralista, mas nunca vou achar que pelo fato de ser comum, um ERRO deixa de ser um ERRO.
Posso até imaginar que tem gente que vai ler isso e dizer, “bom, se comprando a bolsa já traí, vou fazer o serviço direito!”. Quando forem pegas ainda vão dizer que a culpa é do Fábio Ayçar!
Em 25 de junho de 2009, quinta-feira passada, morreu Michael Joseph Jackson, fato que abalou o mundo, derrubou Twitter, mudou a programação de toda a TV. Afinal, morria o Rei do Pop. Como é normal em ocasiões desta importância, homenagens foram feitas pelo mundo inteiro, inclusive por
Os escândalos, muito presentes na vida do astro, não pararam nem depois da sua morte.
Isso me lembra a história que OJ Simpson teria sido cotado pra ser o Exterminador do Futuro, mas James Cameron o descartou por ser um “cara legal demais” e nunca traria credibilidade ao personagem. Anos depois descobriram que o pacífico OJ era um assassino.
A primeira coisa que costuma chamar atenção quando tenho contato com outras culturas são as diferenças. Já vi e ouvi coisas muito interessantes como o caso de um conhecido que conseguiu fechar um ótimo negócio com empresários japoneses e no jantar após a reunião, com clima mais descontraído falaram um pouco de suas vidas pessoais e carreiras. Meu conhecido contou sobre sua carreira brilhante, sobre seus sucessos pessoais inclusive que recentemente tinha conseguido colora o pai idoso em um lar caríssimo em SP. Após ouvirem isso os japas cancelaram o contrato. Pra eles, o indivíduo tem que cuidar pessoalmente dos pais até a morte.


