A morte de Michael Jackson
Em 25 de junho de 2009, quinta-feira passada, morreu Michael Joseph Jackson, fato que abalou o mundo, derrubou Twitter, mudou a programação de toda a TV. Afinal, morria o Rei do Pop. Como é normal em ocasiões desta importância, homenagens foram feitas pelo mundo inteiro, inclusive por presos filipinos, piadinhas de humor negro, entre outras manifestações típicas acontecem.
Assim como a grande maioria das pessoas que foram criadas nos anos 70, 80 e 90, eu gostei muito do Michael Jackson. Pasmem, mas eu até dancei break, e BEM, com uma (1, não era um par) luva branca com lantejoulas, sapatilha preta e meia branca e tudo mais que tinha direito, copiando o “Pai do Break” (ele não foi o pai, mas isso é outra história que conto depois).
MAS, o que mais me impressiona num momento como esse é ver como as pessoas são parciais e não conseguem ponderar mais do que duas informações ao mesmo tempo. O menino prodígio da família Jackson teve uma vida controversa, foi acusado de molestar sexualmente crianças, fez uma mudança radical no seu corpo, mudando até a cor da pele, mesmo alegando uma nunca comprovada doença.
Os escândalos, muito presentes na vida do astro, não pararam nem depois da sua morte. A mãe dos seus filhos declara que ele não é o pai biológico das crianças!
Não estou aqui pra acusar o ex-afro-descendente, mas pra me indignar com as pessoas que não conseguem entender que o ser humano é mais complexo que o maniqueísmo prega. Não somos bons ou ruins, não somos heróis ou vilões. Somos, SIM, uma mistura de TUDO. Todos nós temos coisas boas, outras nem tão boas assim.
O fato d’eu admirar profundamente a sua dança e muitas de suas músicas, de invejar a sua inteligência cinética e de achar que era um cara simpático, não me torna incapaz de acreditar que ele poderia molestar uma criança ou se esconder numa paternidade falsa pra parecer mais “normal” ou seja lá o que for.
Isso me lembra a história que OJ Simpson teria sido cotado pra ser o Exterminador do Futuro, mas James Cameron o descartou por ser um “cara legal demais” e nunca traria credibilidade ao personagem. Anos depois descobriram que o pacífico OJ era um assassino.
Ouvindo RapaduraCast especial Michael Jackson(26/06/2009), do portal Cinema Com Rapadura, fiquei impressionado com o depoimento do Maurício Saldanha, um cara de quem costumo considerar algumas opiniões. O apresentador (cineasta) defendia a idéia de que bastava ver a “pureza” que ele se apresentava em uma reportagem pra estar certo de sua inocência.
Gente, inocência é confundir emoção com razão!
Sentirei falta da sua genialidade como dançarino e de seus clipes espetaculares, mas nem por isso deixarei de acreditar que ele era capaz de cometer um crime.




June 29th, 2009 at 12:25 am
Francamente, quando saiu na imprensa essa história do filho dele pindurado na varanda, eu o chamei de desequilibrado. Depois que a minha filha nasceu e ao rever essa cena, eu o chamo de debil mental!
November 3rd, 2009 at 7:53 am
michael esta vivo isso tudo e uma farça ele e o melhor
November 3rd, 2009 at 3:53 pm
Você é eterno MIKE
November 8th, 2009 at 5:37 pm
Parabéns pelo texto, muito inteligente