Arquivos do mês 08/2007

“Sou Jem’Hadar, estou morto!”

30/08/2007

Para os que não sabem, sou fã de Star Trek (Jornada nas estrelas) e tenho muitos motivos para isso, é uma série inteligente, muito bem pensada, complexa, que existe (ou seria “resiste“) há mais de 40 anos.

Jem’HadarQueria falar sobre algo que uso em minha vida prática, baseada num ritual feito pelos Jem’Hadars (foto), uma raça criada para a guerra, um dos piores oponentes que alguém pode ter.

Antes de entrar numa batalha, eles se reúnem e o líder fala algo como:
“Sou Jem’Hadar, estou morto! Neste momento estamos todos mortos. Vamos para batalha restaurar nossas VIDAS! (…) Lembrem-se, vitória é vida!”.

A primeira vez que ouvi isso fez tanto sentido que assumi como uma estratégia pessoal.

Antes de encarar as minhas “batalhas”, depois de estar o melhor preparado possível, eu faço o “ritual Jem’hadar”. Por exemplo, vou negociar uma difícil melhoria em um contrato com um cliente conhecido pela intransigência. Eu falo (em minha mente, claro, porque em voz alta é uma tremenda boiolice): “Sou Ayçar, PERDI meu contrato, vou pra essa negociação para restaurá-lo!”.

Sabe, você entra na “batalha” com uma perspectiva diferente, entra com uma garra maior.

Tenho uma grande amiga que é pediatra, excelente profissional e foi morar nos EUA. Lá ela não pode exercer a profissão a não ser que faça uma prova “sinistra” e mais alguns procedimentos que não me lembro. Estava com medo de fracassar. Falei do ritual (Ah, ela gosta de StarTrek também) e ela montou a frase: “Sou Fulana, não sou mais pediatra, vou para essa prova restaurar meu direito de clinicar”.

Resultado? Sei lá, falo pra vocês em umas semanas, mas o que importa é que ela encarnou o espírito da guerreira e partiu para o ataque.

Assim como ela, (sem misticismo) tenho visto pessoas usando este ritual nas mais diversas ocasiões.

Alguém duvida que encaramos batalhas diariamente? Trabalho, estudos, em todo lugar. Se você não assumir o espírito de guerreiro, tem uma forte possibilidade de não ter sucesso.

“Lembrem-se, vitória é vida!”.

 

Mente poluída? Eu?

22/08/2007

Tá, pode ser que a minha mente tenha facilidade para ver o lado impuro das coisas, mas sei que não sou o único.

A quantidade de “coisas com duplo sentido” que encontramos na internet é tão grande que vivo me questionando se os responsáveis são realmente inocentes ou se divertem vendo a reação das pessoas.

As imagens abaixo são hiper light, mas me recuso a acreditar na pureza do russo que fez estes brinquedos.
Parque Russo
Parque Russo
Parque Russo

 

Por favor, me digam se preciso de tratamento. :-P

Fonte

Minuto de sabedoria

21/08/2007

Burro

Minha prima Anny costuma dizer coisas interessantes, mas certo dia de profunda inspiração ela falou uma frase que grudou na minha mente e tocou profundo no meu coração.

Hoje eu evoco novamente a profunda sabedoria da minha prima, assumindo a parte que me cabe nesse adágio.

“A vida do otário é atribulada”

Se a frase é de autoria dela eu não sei, mas até que o autor se “apresente”, dou os créditos a ela.
E tenho dito!

Ah, sim, este foi um post desabafo. Pretendo não fazer isso com freqüência!!

Sou CONTRA os jogos Parapan-americanos!

14/08/2007

Em minha opinião radical, jogos para-olímpicos, parapan-americanos, para-seja-lá-o-que-for não deveriam existir. É a clara demonstração da fraqueza humana, é a exaltação da imperfeição, é a supervalorização do que não é “perfeito”.

cadeirante de velocidadeSei que se parar por aqui serei queimado em praça pública (isso partindo da premissa que alguém se importa com o que eu escrevo), então, antes de comprarem a gasolina para me queimar, me deixem completar o pensamento.

As para-olimpíadas são uma forma de segregação, onde dão uma “festinha” menor, reaproveitada, menos importante, com menos glamour, menos patrocínio. Ou seja, uma festa para DEFICIENTES coitadinhos.Corrida

Os para-atletas são pessoas que conseguiram vencer barreiras físicas e sociais, são heróis na resistência, perseverança, superação, não mereciam estar segregados. Estes caras deveriam ser celebrados, no mínimo, com igualdade.

Não vejo motivo, além do preconceito, para que esses atletas não possam competir junto com os outros “normais” em categorias diferentes. Teríamos algo como basquete masculino, feminino e cadeirante; nado livre, borboleta, de costas e cego, etc. Aí sim estaríamos respeitando estes seres humanos.

Corredora cegaAtleta ganhador de seis medalhas de ouro na para-olimpíada de Atenas, Clodoaldo Silva, disse “(somos) atletas que, acima de tudo, têm amor pelo esporte, e a deficiência é apenas uma característica.”

Quero ouvir sua opinião. Será que há algum projeto nesse sentido? Sonho em ver que nós estamos caminhando para um futuro melhor.